Na minha cabeça cozinhar é uma forma de amar os outros, de confortar, agradar e tratar bem o próximo através de uma refeição simples ou requintada, de um lanche ou uma grande festa, surpresa ou planejada a exaustão, para ser realizada com maestria, ou seja, prazer em servir com amor e qualidade.

E foi por isso que em 2015 decidi me dedicar ainda mais a Gastronomia, estudar, aprender, trabalhar e seguir em frente, após um período turbulento e critico em minha atividade anterior, mantive firme minhas convicções e objetivos, parti em busca de estágios e tentativas de emprego e depois de várias recusas justificadas, como: você é muito velho, você não vai aguentar o ritmo, isso não e para você e com a confiança de um amigo de curso, Flávio Pontes, consegui uma vaga de freelance em 2016, que logo evoluiu para uma vaga de Cozinheiro II, no L’entrecote de Paris, unidade Higienópolis, que inaugurou em março de 2017.

Depois de três anos posso falar que quase, senão todos, estavam errados, passei pelos dois anos do curso de Gastronomia, sem sequer uma dependência, com muita dedicação, aplicação, esforço e estudo, com a sorte de ter junto com meu grupo, o Tomate Italiano, artigo publicado no XVIII Congresso de Produção e Iniciação Científica da Universidade Metodista.

Durante esse ultimo ano muita coisa aconteceu, dia-a-dia de produção, eventos, produções diferenciadas, evento Kosher, conhecimentos de metodos e produções novos, visitas técnicas, feiras, mais estudo com a entrada no curso de Pos Graduação do Senac – Gestão de Negócios e Serviços em Alimentação e muitas outras coisas.

O mais importante, em maio de 2018, pouco mais de uma ano após minha contratação, fui promovido a cozinheiro I, mais atividades, novas responsabilidades, mais trabalho, mais desafios e quem sabe o que vem por ai…

Não posso e não devo deixar de agradecer ao todos, em especial a minha esposa e filhos, que nunca duvidaram que eu conseguiria, ao Flavio Pontes, amigo (e agora Chef) que confiou em meu potencial desde o inicio e me deu a oportunidade, aos sócios do L’entrecote de Paris, Antonio Sampaio e Rodrigo Ferraz, que apesar de todos senões, acreditaram que eu seria capaz de superar os desafios e seguir em frente, um grande abraço a todos.