Groenlândia – História, Gastronomia e Cultura – America Norte

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Considerada a maior ilha do mundo, região autônoma do reino da Dinamarca, com diversas ilhas ao longo da costa nordeste da América do Norte, banhada pelo oceano Glacial Ártico, ao leste pelo oceano Atlântico e ao sul pelo oceano Atlântico, cercada por uma serie de ilhas próximas, desde a pré historia, foi residencia de culturas paleoesquimos e colonizada a partir de 984 d.C. por noruegueses estabelecidos na costa oeste, prosperando por alguns séculos mas extintos apos quinhentos anos de ocupação desapareceram por volta do seculo XV.

 

Por volta dos seculos XIV e XV foram os assentamentos da escandinava que sumiram, devido a fome, erosão devido a utilização sem controle da terra para o desenvolvimento da agricultura e a diminuição da temperatura, na chamada Pequena Era Glacial.

 Em 1721 a Dinamarca-Noruega requiriu para si a colonia e 1721, e após as guerras napoleônicas, separadas atraves do Tratado de Kiel, seguiu ate a Segunda Guerra M mundial, e foi interrompida em abril de 1940, período em permaneceu isolada e protegida.

 Durante a segunda guerra a Groenlândia se separou da Dinamarca ficando mais próxima dos EUA e do Canada, mas depois da guerra voltou ao seu status original, parte do reino da Dinamarca, mas autônoma desde 1979.

 Com uma culinária restrita devido a sua localização geográfica, tem na carne de Foca e Baleia a base de sua dieta, além camarão, peixes, carnes de Rena, boi e aves tambem. E claro que com a chegada do comercio internacional tem influencia muito forte da Dinamarca e Canada, e aproveitam o verão e suas temperaturas amenas para fazer suas refeições ao ar livre.

 O prato mais tradicional é o Suaasat, uma Sopa cozida com focas, baleias, renas ou aves, cebola e batata, sal e pimenta, e basicamente toda a sua base alimentar segue em cima da carne de Foca e Baleia.

Suaasat

 Ingredientes:

  • 1 kg de carne de rena, em cubos
  • 2 litros de água
  • 200 ml de cevada
  • 3 cebolas picadas
  • 300 g de cogumelos silvestres
  • 2 cenouras, cortadas
  • 200 g de cerejas, secas
  • Apenas 1 limão, as raspas
  • 1 colher de chá de alecrim picado
  • 1 colher de chá de tomilho picado
  • 1 colher de chá de sálvia picada
  • Sal marinho e pimenta preta

Modo de Preparo:  

  • Despeje a água numa panela grande e acrescente a carne, os legumes, as cerejas, os cogumelos, o sal e pimenta a gosto e as ervas e leve a ferver em lume médio até ficar macio, o que demorará cerca de 1 hora.
  • Adicione a cevada e as raspas de limão, verifique e corrija o tempero. Deixe cozinhar cerca de 30 minutos, até a sopa ficar grossa.

 Fonte: http://traveltailors.blogspot.com/

Kiviak

 O kiviak é uma iguaria comum entre as pessoas que vivem na região ártica de Chukotka, perto da Groenlândia, mas é importante ressaltar que as tradições alimentares variam muito de um lugar para o outro, e nem sempre o que comum para nós e incomum para outros devido simplesmente as condições climáticas e tambem a disponibilidade de ingredientes, certo?

 Para preparar o kiviak, é preciso ingredientes mais que “especiais”. Uma parte importante do processo, é uma carcaça sem cabeça de uma foca. Esse corpo é então costurado e eviscerado, para virar tipo um “saco” de pele e gordura pegajosa. Ela funciona como o barro ou argila que corem o frango para assar na terra sob a fogueira. O Kiviak é o que vai dentro dessa estranha “embalagem”.
Usando longas varas e uma malha fina presa a um arco, o responsável que vai preparar o kiviak passará semanas escondido entre rochedos, recolhendo auks, aves migratórias da família 
Alcidae.

 As aves devem ser colocadas dentro da carcaça da Foca até encher o espaço. Depois é usado um cordão e costurado o buraco, fechando a “embalagem”, preenchendo com um pouco de banha de porco no meio as aves.
O passo seguinte é deixar a parada em “conserva”, passa-se uma boa camada de banha por fora, isolando o “material”.

 Feito isso, o kiviak é enterrado no chão onde vai ficar ali, no tempo, por nada menos que SEIS MESES, Onde os ingredientes e a banha irão fermentar e “cozinhar” naturalmente.

 Fonte: http://www.mundogump.com.br/

 Como digo as tradições e hábitos alimentares em cada região podem ser muito, mais mutios diferentes ou esquisitos, mas é preciso entender que nossa realidade de abundãncia de ingredientes e opções e gigante, então não temos o direito de julgar ou interpretar os metódos, ingredientes e tradições de cada povo no Globo, já que não vivemos àquela realidade, certo?

Por isso construir sabor também é construir conhecimento, o que não é bom para nós, pode ser a unica alternativa de alimentação e vida do outro. co isso vamos seguindo até a próxima semana com mais uma unidade da América do Norte, até lá.

 

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