Vinho Verde – Uma Denominação Portuguesa, Com Certeza!

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Vamos começar uma nova série aqui, a principio quinzenal, falando um pouco sobre o mundo dos vinhos, e para isso vamos contar com a colaboração do Chef, Somellier, Presidente da C.A.L.C Brasil e Coordenador do Enchefs São Paulo, Marcelo Lohmann  que vai compartilhar um pouco do universo da enologia com a gente.

Além de publicações temáticas, também falaremos de harmozinação e outras coisas mais, vamos conferir a primeira participação do Marcelo?

E tem mais hein, o Marcelo pode não só indicar, mas pode também fornecer os melhores tipos de vinhos para seu evento ou consumo pessoal, quer indicação melhor?

O vinho verde é o que se chama de Denominação de Origem Controlada, proveniente exclusivamente de uma determinada região de Portugal, se constituindo em uma variedade de vinhos jovens e leves, com teor alcoólico moderado.

A denominação de vinho verde não está atrelada ao tipo de uva, mas, a uma característica produtiva regional, do extremo norte de Portugal – na província chamada Minho – em que se propõe o consumo logo após o engarrafamento, ou seja, são vinhos não envelhecidos e justamente por isso, considerados “verdes”, embora existam outras explicações possíveis para o nome.

Esta região geográfica, demarcada pelos rios Minho e Douro, é uma produtora tradicional de vinhos, tendo sido referenciada já na antiguidade, pelos romanos Sêneca e Plínio, sobrevivendo a queda do Império Romano, atravessando as idades média e moderna, com a produção das vinícolas locais, em grande parte, estando sob a batuta de ordens religiosas.

Apesar desta longa história, foi apenas no século XX, a partir de 1908, que o vinho verde começou a ter sua produção regulamentada pela legislação portuguesa para enfim, em 1984, ser reconhecido como Denominação de Origem Controlada (DOC). As Castas de Uvas e Suas Características Gerais.

Das variedades de uvas utilizadas na produção do vinho verde, existem algumas mais conhecidas e apreciadas, dignas de uma breve apresentação individual, sobretudo porque, embora possam ser eventualmente combinadas, muitas das marcas produzidas mais destacadas são monovarietais.

A primeira das castas é o Alvarinho, variedade branca proveniente das sub-regiões de Melgaço e Monções.
Uma de suas principais características é o aroma complexo que sai do frutado, passando pelo floral e amendoado, até chegar ao caramelizado.

Outra casta branca é o Loureiro, que rende vinhos de acidez elevada, com aromas marcadamente frutais, florais e minerais.
Além destas, ainda temos Arinto, Avesso e Trajadura que, como dissemos, por vezes, podem ser encontradas combinadas.

Mas, o vinho verde não se resume as castas brancas, sendo o Vinhão a casta para vinhos tintos mais reconhecida da região.

 


Marcelo Lohmann

Entusiasta da Gastronomia e da Enologia, atua no segmento há mais de 20 anos. Iniciou sua carreira no restaurante da família e, ao longo dos anos, foi aprimorando seus conhecimentos.
Passeia livremente pela Gastronomia Vegetariana e Convencional. Atua como Personal Chef  e  desenvolve o projeto “Chef em Casa”, apresentando cardápio variado da Cozinha Contemporânea e Clássica.
Atualmente, é Coordenador  Estadual do Enchefs – SP e foi destaque da Quinta Semana do Guia de Markerting Nutricional, Embaixador da ACRIA – Associação de Chef´s de Cozinha e Restauranteurs  Intercontinental & Afins e Diretor Presidente da C.A.L.C. Brasil.
Instagram @chef.m.lohmann    Facebook @chef.m.lohmann

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